A Pureza Anti-Futebol do ISS Pro 2 e PES vs o Lixo do eFootball Moderno
O videogame moderno é uma doença, assim como o futebol moderno. Hoje, somos forçados a consumir um cardápio insosso de "serviços ao vivo" e cassinos de cartas virtuais. Para lembrar de quando o futebol virtual tinha alma, garra e peso estratégico, é preciso olhar para a Konami entre 2000 e 2006.
ISS Pro Evolution 2 no PlayStation 1, e posteriormente Pro Evolution Soccer 5 e 6 no PlayStation 2, não eram desfiles de moda. Eram simulações de combate tático.
ISS Pro Evolution 2: O ápice do futebol em 32 bits
Com nomes fictícios históricos como Roberto Larcos e Radolno, o ISS Pro 2 exigia o domínio da física da bola pesada, o tempo exato do desarme e a leitura do ritmo de jogo. Um 1 a 0 garantido no sufoco tinha o valor de uma obra-prima.
PES 5 e PES 6: A perfeição tática no PS2
No PES 5 e 6, as faltas eram firmes, o gramado molhado alterava a quique da bola e o cansaço físico definia os minutos finais. Qualquer descuido na saída de bola era punido severamente.
A trágica decadência rumo ao eFootball
A transformação do Pro Evolution Soccer em eFootball é uma tragédia cultural. Abandonar um motor físico exigente para adotar um modelo free-to-play repleto de menus confusos mostra como a busca por lucro destruiu um patrimônio dos videogames.