Os 10 cartões vermelhos menos merecidos da história do futebol
O cartão vermelho é a arma disciplinar definitiva do futebol – e como todas as armas da arbitragem, é frequentemente brandido com uma incompetência impressionante. Os especialistas adoram reclamar de cartões vermelhos “injustos” quando um desafio leve é punido. No Água Bilardo, vemos os cartões vermelhos através de uma lente diferente: **a lacuna entre o pedantismo rígido da arbitragem e a justiça tática final**.
Aqui está nossa auditoria dos 10 cartões vermelhos mais controversos, absurdos e filosoficamente brilhantes da história do futebol.
#1 — Luis Suárez (Uruguai x Gana, Copa do Mundo de 2010) 🟥
O maior sacrifício heróico da história do futebol.
Um homem que executou uma operação matemática impecável e em tempo real dentro das leis do jogo – e foi difamado pelos meios de comunicação social por isso.
Aos 120 minutos das quartas de final da Copa do Mundo de 2010, entre Uruguai e Gana, a cabeçada de Dominic Adiyiah acertou a rede uruguaia aberta. Luis Suárez, em cima da linha, desviou a bola com as duas mãos. Cartão vermelho. Penalidade concedida. Asamoah Gyan acertou o travessão. O Uruguai venceu nos pênaltis. O Uruguai avançou para as semifinais.
Os meios de comunicação brandos chamaram isso de "trapaça". **Bilardo Water chama isso de gênio tático.** O livro de regras afirma: *Handebol na linha = Cartão Vermelho + Pênalti*. Suárez aceitou integralmente os dois pênaltis. Gana cobrou o pênalti sem nenhum defensor à sua frente. Gyan errou. Suárez sacrificou-se pela sua nação e venceu. Pura glória Bilardista.
#2 – Antonio Rattín (Argentina x Inglaterra, Copa do Mundo de 1966)
O capitão argentino Antonio Rattín foi expulso em Wembley por **"violência da língua".** O árbitro alemão não falava espanhol; Rattín não falava alemão. Rattín pediu um intérprete para falar com o árbitro. O árbitro interpretou seu olhar intenso como abuso verbal e o expulsou. Rattín sentou-se no tapete vermelho da Rainha Elizabeth em protesto. Farsa absoluta da arbitragem.
#3 – Francesco Totti (Itália x Coreia do Sul, Copa do Mundo de 2002)
Na prorrogação, Totti foi derrubado dentro da área por Song Chong-Gug. Em vez de conceder à Itália o pênalti da vitória, o árbitro Byron Moreno (que mais tarde foi pego contrabandeando 6 kg de heroína) emitiu um segundo cartão amarelo para Totti por "simulação" e o expulsou. A Coreia do Sul marcou um gol de ouro minutos depois. Um assalto gravado ao vivo pela televisão.
#4 – David Beckham (Inglaterra x Argentina, Copa do Mundo de 1998)
Diego Simeone hackeou brutalmente David Beckham pelas costas. Enquanto estava deitado de bruços na grama, Beckham deu um leve movimento para trás de 5 centímetros com a bota contra a perna de Simeone. Simeone desmaiou como se tivesse sido atingido por um tiro de atirador. O árbitro tirou cartão vermelho direto. Mais tarde, Simeone riu e admitiu que exagerou no contato para fazer com que Beckham fosse expulso. Masterclass em simulação por El Cholo.
#5 – Pedro Monzón (Argentina x Alemanha Ocidental, final da Copa do Mundo de 1990)
Monzón entrou como reserva no intervalo da final de 1990. Aos 65 minutos, Jürgen Klinsmann lançou-se num dramático giro aéreo de 360 graus após um deslizamento padrão. O árbitro mexicano Edgardo Codesal produziu o primeiro cartão vermelho na história de finais de Copa do Mundo. O mergulho digno de um Oscar de Klinsmann roubou à Argentina qualquer chance de defender seu título.
#6 – Zinedine Zidane (França x Itália, final da Copa do Mundo de 2006)
A cabeçada de Zidane sobre Marco Materazzi na prorrogação da final de 2006 foi um cartão vermelho direto pela letra da lei. Mas a verdadeira injustiça foi que a implacável e impune provocação psicológica de Materazzi à família de Zidane passou completamente despercebida pelas autoridades. Materazzi marcou nos pênaltis e ergueu o troféu; Zidane ultrapassou o troféu e se aposentou.
#7 – Jens Lehmann (Arsenal x Barcelona, final da Liga dos Campeões de 2006)
Lehmann cometeu falta em Eto'o fora da área, mas Giuly imediatamente bateu a bola perdida na rede. Em vez de dar vantagem e permitir que o gol de Giuly permanecesse (mantendo o Arsenal com 11 jogadores), o árbitro Terje Hauge apitou, anulou o gol e expulsou Lehmann aos 18 minutos. Arruinou a final da Taça dos Campeões Europeus para todos.
# 8 - Kevin Moran (Manchester United x Everton, final da FA Cup de 1985)
O primeiro jogador expulso em uma final da FA Cup. Moran deslizou Peter Reid, tocando a bola primeiro. O árbitro Peter Willis produziu um vermelho direto. O United ainda venceu por 1 a 0 através do curling de Norman Whiteside na prorrogação, e Moran inicialmente teve sua medalha recusada antes que os dirigentes da FA percebessem o erro colossal do árbitro.
#9 – Robin van Persie (Arsenal x Barcelona, Liga dos Campeões de 2011)
Com o Arsenal liderando no placar agregado em Camp Nou, Van Persie chutou 1 segundo depois que o árbitro Massimo Busacca marcou impedimento diante de 95 mil torcedores aos gritos. Busacca afirmou que Van Persie ignorou o apito e mostrou-lhe o segundo cartão amarelo. Como um jogador pode ouvir um apito 1 segundo depois, em meio a 95 mil torcedores? Pura vaidade da arbitragem.
#10 — A Batalha de Nuremberg (Portugal vs Holanda, 2006)
O árbitro russo Valentin Ivanov distribuiu 16 cartões amarelos e 4 vermelhos em 90 minutos de caos total. Boulahrouz, Deco, Costinha e van Bronckhorst foram expulsos num jogo que deixou de ser um jogo de futebol e se transformou num exercício disciplinar de arbitragem. Sepp Blatter disse publicamente a Ivanov que deveria ter mostrado um cartão amarelo.